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NÚCLEO DE PREVENÇÃO À VIOLÊNCIA E PROMOÇÃO DA SAÚDE PSICOLOGIA NO ENFRENTAMENTO DO COVID 19

“a saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças ou enfermidades” (OMS, 2020).

Em 11 de março de 2020 a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou a existência de uma pandemia (enfermidade epidêmica amplamente disseminada). E, no dia 16 do mesmo mês o Brasil inicia o enfrentamento ao COVID 19, fazendo com que os brasileiros começassem a encarar uma nova situação cotidiana. De um lado, o isolamento social como jamais visto, de outro, os profissionais de saúde se reinventando na dura tarefa de lidar com um inimigo invisível.

A incerteza sobre o futuro e o desconhecimento de tratamentos eficazes, trouxe insegurança na dinâmica econômica, política e social, fazendo com que as soluções tenham de ser pensadas dia a dia.

Os profissionais da saúde, além dessas inseguranças convivem com o medo de contrair o vírus e transmiti-los aos seus familiares, sentindo a morte muito mais presente e experimentando sentimentos de solidão, abandono, desespero e ansiedade. Muitos vivem contextos e situações onde precisam escolher a quem salvar, além do compromisso e da pressão em terem sucesso no controle da doença.

Algumas dicas podem ajudar a amenizar as angustias diante do coronavírus e das mudanças diárias:

  1. Entenda o momento/contexto – O que é o Covid 19? O que realmente esta acontecendo no mundo… no Brasil… na minha região… e na minha cidade? Leia os decretos vigentes na íntegra. Acompanhe as informações e orientações da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde. Evite excesso de informações das redes sociais e Pergunte a quem realmente pode trazer informações oficiais.
  2. Identifique o que interfere negativamente no seu desempenho profissional e pessoal. O que não ficou claro, o que não entendeu? Quais situações do trabalho estão incomodando? No trabalho o que depende de você? O que realmente você pode fazer? O que te compete? Quais sentimentos estão sendo mobilizados? Posso aconselhar um colega que está emocionalmente abalado ou preciso de alguém que me ouça? Aconselhe ou Aconselhe-se!
  3. Conheça suas possibilidades – As situações novas por si só trazem insegurança e angustia. E, vindas repentinamente o impacto emocional é bem maior, principalmente em momento de calamidade. Relembre de como você reagiu diante de situações inesperadas ocorridas anteriormente? Quais as tristezas e aprendizados? Você superou…sobreviveu? Conserve pensamentos positivos e elimine o que não se pode mudar, o que não depende de você. Pensamentos repetitivos, que invadem a mente de forma automática atrapalham as atividades cotidianas, como o sono, a alimentação, o humor ou mesmo prestar atenção em algum assunto.
  4. Promova a solução de Problemas – Se deparar com sentimentos e emoções negativas, como medo, tristeza, raiva, solidão, ansiedade e estresse, são comuns neste momento não se culpe por isso. Dar conta desses desafios atuais não é uma tarefa fácil para nenhum de nós. Podemos sentir que estamos sobrecarregados, especialmente quando pensamos ou sentimos que não conseguimos fazer as coisas do nosso jeito ou que não temos capacidade para lidar com os desafios ou ainda que não contamos com o apoio necessário de pessoas que são, para nós, importantes. Pense em cada pergunta e em cada resposta!
  5. Anote ideias, planos e formas que você acha que poderiam ajudar a lidar com seus desafios.

Bibliografia: Orientações Técnicas para o Trabalho de Psicólogas e Psicólogos no Contexto da Crise COVID-19, (Sociedade Brasileira de Psicologia,2020).

 Odila Mazzei de Barros Psicóloga/vds@jarinu.sp.gov.br