Vacinação - Orientações para Pessoas com Comorbidades

As pessoas que possuem comorbidades (doenças prévias) devem comprovar sua condição de saúde para receber a vacina.

Podem ser utilizados laudos, declarações, prescrições médicas ou relatórios médicos com descritivo ou CID da doença ou condição de saúde, CPF ou CNS do usuário, assinado e carimbado, constando o CRM do (a) médico (a).

Quem faz acompanhamento pelo SUS pode comprovar a condição utilizando o cadastro já existente na unidade onde é acompanhado (por exemplo, os programas de acompanhamento de diabéticos).

As recomendações acima valem para pessoas com as seguintes comorbidades (veja a lista e a descrição de cada tipo):

  • Síndrome de Down: trissomia do cromossomo 21 (a Síndrome é identificada pela existência de três cópias do cromossomos 21, ao invés de dois).
  • Diabetes mellitus: qualquer pessoa com diabetes
  • Pneumopatias crônicas graves: indivíduos com pneumopatias graves incluindo doença pulmonar obstrutiva crônica, fibrose cística, fibroses pulmonares, pneumoconioses, displasia broncopulmonar e asma grave (uso recorrente de corticoides sistêmicos, internação prévia por crise asmática).
  • Hipertensão arterial resistente (HAR): pessoas hipertensas nas quais a pressão arterial permanece acima das metas recomendadas com o uso de três ou mais anti-hipertensivos de diferentes classes, em doses máximas preconizadas e toleradas, administradas com frequência, dosagem apropriada e comprovada adesão ou pressão arterial controlada em uso de quatro ou mais fármacos anti-hipertensivos.
    Exemplos de remédios anti-hipertensivos: Losartana; Atenolol; Captopril; Enalapril; Hidroclorotiazida; Carvedilol, entre outros.
  • Hipertensão arterial – estágio 3: pressão arterial sistólica (máxima) ≥180mmHg e/ou diastólica (mínima) ≥110mmHg independente da presença de lesão em órgão-alvo (LOA) ou comorbidade.
  • Hipertensão arterial – estágios 1 e 2 com lesão e órgão-alvo e/ou comorbidade: pressão arterial sistólica (máxima) entre 140 e 179mmHg e/ou diastólica (mínima) entre 90 e 109mmHg na presença de lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade.
  • Insuficiência cardíaca: pacientes com fração de ejeção (porcentagem de sangue ejetada a cada batimento do coração) reduzida, intermediária ou preservada; em estágios B, C ou D, independente de classe funcional da New York Heart Association (método de classificação dos níveis de insuficiência cardíaca).
  • Cor-pulmonale (alteração no ventrículo direito) e Hipertensão pulmonar: Cor-pulmonale crônico, hipertensão pulmonar primária ou secundária.
  • Cardiopatia hipertensiva: hipertrofia ventricular esquerda ou dilatação, sobrecarga atrial e ventricular, disfunção diastólica e/ou sistólica (alteração no relaxamento ou contração do músculo do coração), lesões em outros órgãos-alvo.
  • Síndromes coronarianas: síndromes coronarianas crônicas (Angina Pectoris estável, cardiopatia isquêmica, pós Infarto Agudo do Miocárdio, outras).
  • Valvopatias: lesões valvares (nas válvulas) com repercussão hemodinâmica ou sintomática ou com comprometimento miocárdico (estenose ou insuficiência aórtica; estenose ou insuficiência mitral; estenose ou insuficiência pulmonar; estenose ou insuficiência tricúspide, e outras).
  • Miocardiopatias e Pericardiopatia: Miocardiopatias de quaisquer etiologias ou fenótipos; pericardite crônica; cardiopatia reumática.
  • Doença da Aorta, dos Grandes Vasos e Fístulas arteriovenosas: aneurismas, dissecções, hematomas da aorta e demais grandes vasos (veia cava, artéria pulmonar, veias pulmonares).
  • Arritmias cardíacas: arritmias cardíacas com importância clínica e/ou cardiopatia associada (fibrilação e flutter atriais; e outras).
  • Cardiopatias congênitas no adulto: cardiopatias congênitas com repercussão hemodinâmica, crises hipoxêmicas (redução do oxigênio do sangue); insuficiência cardíaca; arritmias; comprometimento miocárdico.
  • Próteses valvares e dispositivos cardíacos implantados: Portadores de próteses valvares biológicas ou mecânicas; e dispositivos cardíacos implantados (marca-passos, cardio desfibriladores, ressincronizadores, assistência circulatória de média e longa permanência).
  • Doença cerebrovascular: acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico ou hemorrágico; ataque isquêmico transitório; demência vascular.
  • Doença renal crônica: doença renal crônica estágio 3 ou mais (taxa de filtração glomerular < 60 ml/min/1,73 m2) e/ou síndrome nefrótica (transtorno renal).
  • Hemoglobinopatias graves: anemia falciforme (anemia relacionada a uma alteração no formato dos glóbulos vermelhos - parecido com o de uma “foice”) e talassemia maior (doença relacionada a defeitos na produção de hemoglobina).
  • Obesidade mórbida: Índice de massa corpórea (IMC) ≥ (maior ou igual a) 40.
  • Cirrose hepática: Cirrose hepática Child-Pugh A, B ou C.

Pacientes Imunossuprimidos

  • Pacientes oncológicos (com câncer): a vacinação pode ser realizada em pacientes com câncer que realizaram tratamento de quimioterapia ou radioterapia nos últimos seis meses, bem como os que tiverem neoplasias hematológicas (quando a doença afeta células sanguíneas na medula óssea como leucemia, linfoma e mieloma múltiplo).
    A avaliação do benefício em relação ao risco e a decisão referente à vacinação deverá ser realizada pelo paciente em conjunto com o médico. É necessária a avaliação e prescrição médica.
    A eficácia e segurança das vacinas covid-19 não foram avaliadas nessa população. No entanto, considerando o uso de vacina com vírus inativado, é improvável que exista maior risco de eventos adversos.
  • Pacientes transplantados: a vacinação pode ser realizada em indivíduos que passaram por transplante de órgão sólido (coração, pulmão, rim, pâncreas e fígado) ou de medula óssea que estejam utilizando algum imunossupressor.
    A avaliação do benefício em relação ao risco e a decisão referente à vacinação deverá ser realizada pelo paciente em conjunto com o médico. É necessária a avaliação e prescrição médica.
    A eficácia e segurança das vacinas covid-19 não foram avaliadas nessa população. No entanto, considerando o uso de vacina com vírus inativado, é improvável que exista maior risco de eventos adversos.
  • Pacientes portadores de doenças reumáticas imunomediadas (DRIM), como artrite reumatoide, espondiloartrites e lúpus eritematoso sistêmico, em uso de dose de prednisona (ou equivalente) maior a 10 mg/dia ou recebendo pulsoterapia com corticóide e/ou ciclofosfamida bem como demais pacientes em uso de imunossupressores.
    Preferencialmente, devem ser vacinados com a doença controlada ou em remissão, em baixo grau de imunossupressão ou sem imunossupressão. É ideal a avaliação e prescrição médica.
  • Pacientes vivendo com HIV/Aids (PVHA): não há restrição à vacinação independentemente do valor do CD4, pois as vacinas contra COVID-19 disponíveis no Brasil não possuem vírus vivos ou atenuados em sua composição.
    Podem ser imunizados sem necessidade de prescrição médica, de acordo com o cronograma da campanha. É necessário apresentar documento(s) médico(s) que comprove a condição de saúde (exames, receitas, relatório ou prescrição médica) que contenha o CRM do médico. Também pode ser utilizado cadastro já existente em serviço de saúde.
    Os estudos destas vacinas incluíram estas pessoas entre os voluntários participantes e se mostraram seguras para toda a população estudada, não havendo registro de eventos graves relacionados a elas.
  • Demais pacientes imunossuprimidos: a avaliação do benefício em relação ao risco e a decisão referente à vacinação deverá ser realizada pelo paciente em conjunto com o médico. É necessária a avaliação e prescrição médica.
    A eficácia e segurança das vacinas covid-19 não foram avaliadas nessa população. No entanto, considerando o uso de vacina com vírus inativado, é improvável que exista maior risco de eventos adversos.

fonte: https://www.vacinaja.sp.gov.br/ - Governo do Estado de São Paulo